Começa 12a edição do “Curso de Férias em Radiações Solares”

Começou na quarta-feira (19) e se estenderá por toda a semana a 10ª edição do Curso de Férias em Radiações Solares para estudantes da rede pública de ensino de Rio Grande. O curso conta com estudantes da Escola Estadual Marechal Mascarenhas de Moraes, As atividades ocorrem nos turnos da manhã e tarde no Laboratório de Ensino do prédio de Ciências Fisiológicas. O curso é promovido pelo Grupo de Estudos em Estratégias de Educação para a Promoção da Saúde (Geeps), do Laboratório de Cultura Celular, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB/FURG).

Durante todo o curso, os participantes tem contato com experimentos que envolvem o tema “radiações solares” e que objetiva colocar os envolvidos em contato com uma ciência pratica, além de demonstrar aos estudantes os diversos passos que compõem uma pesquisa, ou seja, a demonstração do método cientifico. A metodologia utilizada é a sugerida pela Rede Nacional de Educação e Ciência: Novos Talentos da Rede Pública e que indica que os estudantes sejam os atores, criando seus próprios experimentos e chegando as suas conclusões.

“Nosso objetivo é propiciar aos estudantes a criticidade em relação à ciência e a educação, além de propiciar a eles momentos de contato com a experimentação” diz uma das coordenadoras do curso, professora Ana Paula Votto.

A Rede é um programa que envolve 39 grupos de
23 instituições de ensino e pesquisa que visa a melhoria das condições de ensino de ciências a jovens carentes de todo o país. Seu principal objetivo é buscar novos caminhos para um ensino eficiente. Para isso, desenvolve metodologias que facilitam o aprendizado, desmistificando a Ciência.

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AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DAS RADIAÇÕES UVA E INFRAVERMELHA EM CÉLULAS MELANOCÍTICAS

Trabalho apresentado na 14a Mostra da Produção Universitária da Universidade Federal do Rio Grande/ FURG – 2015

Autores: SALGADO, Mariana Teixeira Santos Figueiredo; LETTNIN, Aline Portantiolo; LOPES, Thainá Ferraz; TRINDADE, Gilma Santos; VOTTO, Ana Paula de Souza; FILGUEIRA, Daza de Moraes Vaz Batista

email: marianasantossalgado@yahoo.com.br

Área do conhecimento:Radiologia e Fotobiologia

Palavras-chave: Melanoma, Radiação Ultravioleta, RIV atérmica.

1 INTRODUÇÃO

O câncer da pele é o mais frequente noBrasil, correspondendo a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Dentre eles, o melanoma representa 4% das neoplasias malignas da pele, sendo caracterizado como o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.Dentre as radiações ultravioletas (UV), aradiação UVA apresenta considerável risco para a saúde da pele, por apresentar características citotóxicas e mutagênicas, também sendo considerada iniciadora no processo da carcinogênese. Estudos reforçam a ideia de que a interação da radiação infravermelha (RIV) com a pele pode resultar em um efeito fotoprotetor eficaz na prevenção ao câncer da pele causado pela radiação UV. Dessa forma, este estudo tem como objetivo avaliar um possível efeito fotoprotetor da RIV de uma lâmpada atérmica na linhagem celular melanocitíca (Melan-a) exposta a diferentes doses de UVA.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

A radiação UVA, em contato com a pele, pode penetrar profundamente na derme interagindo com os queratinócitos, fibroblastos e melanócitos, tendo como moléculas alvo preferenciais as membranas biológicas. Além disso, essa interação pode resultar em danos no DNA por ação indireta, através da formação de espécies reativas de oxigênio (ERO) (Darr & Fridovich, 1994; Kozma & Eide, 2014). Assim como a radiação UVA, a RIV também resulta em efeitos biológicos na pele humana, como: inibição da apoptose; ativação de genes como o p53 (Schroeder et al., 2008); estímulo na síntese de colágeno, elastina e fator de crescimento TGF-β1, auxiliando na cicatrização de feridas (Toyokawa et al.,2003). Jantschitsch et al. (2009) observaram que, a pré-exposição à RIV em queratinócitos de murino reduziu os danos no DNA e a taxa de apoptose destas células após exposição à UV.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

A linhagem Melan-a foi mantida em meio DMEM suplementado com bicarbonato de sódio (0,2 g/L), L-glutamina (0,3 g/L) e Hepes (3 g/L), com 10% de soro fetal bovino, 1% de antibiótico e antimicótico e 200 nM de PMA, em garrafas de cultura a 37ºC. Para os experimentos, as células (2×105célula/mL) foram incubadas para aderência por 24h em placas de cultura a 37ºC. Posteriormente, foram testadas diferentes doses de exposição à radiação UVA (0,8 J/cm2; 1,2 J/cm2; 1,6 J/cm2; 2,0 J/cm2e 2,4 J/cm2) e a diferentes doses de RIV (0,8 J/cm2; 1,6 J/cm2; 2,5 J/cm2; 3,3 J/cm2e 4,2 J/cm2). Oestudo da interação destas radiações foi realizado através da

pré-exposição desta linhagem a dose 0,8 J/cm2 de RIV e posterior exposição a dose 1,2 J/cm2de UVA (RIV+UVA). A viabilidade celular da linhagem Melan-afoi analisada imediatamente, 24, 48 e 72 h após a exposição a estas radiações ou interação através do método de exclusão por Azul de Trypan. A análise foi realizada a partir de áreas de captura num microscópio de epifluorescência Olympus IX81 e as células foram contadas utilizando o software ImageJ.

4 RESULTADOS e DISCUSSÃO

As células expostas a RIV apresentaram inibição de proliferação em 24h nas doses de 1,6; 2,5 e 3,3 J/cm2, já a dose de 4,2 J/cm2foi citotóxica neste tempo. A citotoxicidade também foi observada na dose de 2,5 e 3,3 J/cm2em 48h, 2,5 J/cm2e 4,2 J/cm2em 72h. Nenhum efeito foi observado para a dose 0,8 J/cm2. Nas células expostas à radiação UVA após 24 horas de exposição foi observada diminuição na viabilidade celular. Após 48 horas, este efeito manteve-se exceto para 0,8 e 1,2 J/cm2. Em 72 horas após a exposição, a dose de 1,2 J/cm2foi capaz de induzir o aumento da proliferação celular e a dose de 2,4 J/cm2provocou inibição da proliferação celular. Nestas análises, a dose 1,2 J/cm2de UVA induziu proliferação celular, enquanto a dose 0,8 J/cm2de RIV não alterou a proliferação celular. Por esta razão estas doses foram escolhidas para os ensaios de interação RIV+UVA. Os resultados mostram que a pré-exposição àRIV não foi capaz de diminuir a proliferação celular induzida pela radiação UVA, em todos os tempos analisados, embora outros estudos verifiquem o efeito protetor de RIV em diferentes linhagens celulares e tecidos(Menezes et al., 1998; Jantschitschet al., 2009; Gonzales et al.,2015).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados obtidos revelaram que as radiações UVA e RIV provocaram alterações na viabilidade celular, de forma dose e tempo dependentes. Na interação RIV+UVA, o efeito protetor não foi observado, uma vez que o estimulo a proliferação celular se manteve, mesmo quando as células foram pré-expostas a RIV.

REFERÊNCIAS

Darr D, Fridovich I, 1994. Free-radicals in cutaneous biology. J Invest Dermatol102(5): 671-675.

Gonzalez VC, Beheregaray ACN, Peres BM, Sallis ESV, Varela Junior AS and Trindade GS, 2015. Histopathological Analysis of UVB and IR Interaction in Rat Skin. Photochem Photobiol. DOI: 10.1111/php.12435.

Jantschitsch C, Majewski S, Maeda A, Schwarz T, Schwarz A, 2009. Infrared Radiation Confers Resistance to UV-Induced Apoptosis Via Reductionof DNA Damage and Upregulation of Antiapoptotic Proteins. J Invest Dermatol 129: 1271–1279.

Kozma B, Eide MJ, 2014. Photocarcinogenesis an epidemiologic perspective on Ultraviolet Light and Skin Cancer. Dermatol Clin 32: 301–313.

Menezes S, Coulomb B, Lebreton C, Dubertret L, 1998. Noncoherent near infrared radiation protects normal human dermal fibroblasts from solar ultraviolet toxicity. J Invest Dermatol 111: 629–633.

Schroeder P, Krutmann J, 2011. Infrared A radiation effects on the skin. Piel Formacion Continuada em Dermatologia 26(6): 259–262.

Toyokawa H, Matsui Y, Uhara J, Tsuchiya H, Teshima S, Nakanishi H, Kwon A-H, Azuma Y, Nagaoka T, Ogawa T, Kamiyama Y, 2003. Promotive effects of far-infrared ray on full-thickness skin wound healing in rats. Exp Biol Med 228: 724-729.

APOIO: PDE/FURG 2015

Oficina para medir a RUV em óculos solares aconteceu na FURG

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Entrevista ao FM Café

Oficina “A ciência e os surdos” acontece na FURG

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A Ciência e os Surdos é tema de oficina na FURG

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